terça-feira, 29 de junho de 2010

3

1901- 1902
Natal, Joanesburgo.
Segunda Guerra Mundial.
Participação de voluntários nas Forças Armadas Canadenses.
Nathan Philips Square.

Formoso prédio da prefeitura, já com mais de 40 anos e ainda assim mais moderno que nosso tempo.

Cercado por prédios de épocas claramente distintas. 5, 10, 100, 200, talvez 300 anos.

Que poderosa força é a nostalgia. E tentadoramente estranha.

Me encontro rodeado de antigas histórias, estranhas histórias. Sou estranho ao lugar estranho.

Sou novo, sou de fora, sou ignorante. Essa história não é minha, não conheço essa história.

Ainda assim essa poderosa e etílica nostalgia me aflige.

O que me falta? Que espaço em mim eu desconhecia e que agora é amplamente preenchido por esse sentimento?

Já aconteceu antes, acontece sempre. Mas sempre é diferente.

São Paulo, Recife, Brasília... Já percebi tal acontecimento em tantas cidades, mas nada como o que aconteceu no Rio de Janeiro. Naca como acontece no Rio de Janeiro.

Não foi necessária minha presença para que os prédios, as ruas, a sarjeta me encantassem. Um processo totalmente despercebido até o dia do confronto. Estar nas areias de Copacabana me transformou. Ainda hoje me fascina. Que areia tão igual que se faz única. Estimulou-me a ler, ouvir, viver as épocas que deveria ter vivido, mas não vivi. Por puro capricho do Tempo.

Que época? Simples. Uma única época: o passado. 10, 30, 50, 250 anos atrás, não importa. Simplesmente passado.

O mais recente passado que vivo é estranho, mas ainda está ligado a todos os outros. Toronto. Tem o privilégio de ser o primeiro estrangeiro. É lindo. Percebo que ainda hoje se faz o passado. Quem sabe eu não me encontro neste.

Enquanto estou preso no presente, planejo meu passado. Talvez um dia este me chegue.

B.L.
5/6/10

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Perdi a hora, lamento
Se tudo pode ser melhor
Ainda dá tempo
No tempo certo vou chegar
Sem pressa, sem despertador
A vida é nova
Novo é o lugar
Que a boa hora traz
Nesse incompleto vem e vai

Se o começo é o fim
Não faz mais diferença
Se tudo está por um triz
Não faz mais diferença
Se isso é bom ou ruim
Não faz mais diferença
Nem sempre alegre e feliz
Mas faz, faz diferença

Não vá. Me dê mais um tempo
Deixei pro fim o que é melhor
Se for, eu entendo
Só vim aqui para agradecer
O que a gente dividiu
A vida é boa
Bom é o lugar
Que a nova hora traz
Nesse incompleto vem e vai

Se o começo é o fim
Não faz mais diferença
Se tudo está por um triz
Não faz mais diferença

Do que é ruim eu me esqueço
O bom eu quero mais
Na tristeza eu quero avesso
Agora quero paz
Saiba que todo fim
É um recomeço
Pra nossa vida quero amor
O resto eu desconheço

Do que é ruim eu me esqueço
O bom eu quero mais
Na tristeza eu quero avesso
Agora quero paz
Saiba que todo fim
É um recomeço
Pra nossa vida quero amor
O resto eu desconheço

Se isso é bom ou ruim
Não faz mais diferença
Nem sempre alegre e feliz
Mas faz, faz diferença

Bem mais, bem mais.



Indiferença
Móveis Coloniais de Acaju

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